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Filhos de Martin Luther King brigam por propriedade intelectual e …

Posted by Diogo Boos - 10/08/2014 - INPI
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Herdeiros de Martin Luther King brigam judicialmente pelo acervo do pai

No mesmo dia em que milhares de pessoas estavam reunidas na capital do país, para comemorar o 50º aniversário do discurso “Eu tenho um sonho…”, de Martin Luther King Jr., dois de seus filhos entraram com uma ação contra a filha, a respeito do uso da propriedade intelectual do icônico líder.
Martin Luther King III e Dexter King, que dirigem a propriedade de seu pai, disseram que Bernice, que é responsável o Martin Luther King Jr Center for Nonviolent Social Change (Centro pela Mudança Social Sem Violência, em tradução livre), tem sido negligente com o uso de “nome, imagem, voz gravada e memorábilia (objetos de pessoas ou eventos importantes)” de Dr. King”. Seus escritos, discursos, sermões, cartas, direitos autorais e marca registrada, e “os restos e o caixão contidos no jazigo de Dr. Martin Luther King Jr.” também foram mencionados como parte de sua propriedade intelectual.
De acordo com noticiário da corte americana, o Estado realizou uma auditoria em abril, que “revelou que a atual maneira de se cuidar e armazenar a propriedade física do requerido é inaceitável e que os itens estão suscetíveis a danos causados por fogo, água, mofo e bolor, assim como roubo”.
Filhos de King dizem que tentaram trabalhar com sua irmã para resolver os problemas, mas sua relação “se tornou tensa recentemente, resultando numa total quebra de comunicação e transparência”.
Como resultado, o Estado alega que foi forçado a rescindir o acordo mundial de isenção de uso de imagem, em 30 dias, através de correspondência enviada em 10 de agosto.
Com informações da revista Essence e colaboração de Fernando Sagatiba

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Filhos de Martin Luther King brigam por propriedade intelectual e …

Posted by Diogo Boos - 10/08/2014 - INPI
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Herdeiros de Martin Luther King brigam judicialmente pelo acervo do pai

No mesmo dia em que milhares de pessoas estavam reunidas na capital do país, para comemorar o 50º aniversário do discurso “Eu tenho um sonho…”, de Martin Luther King Jr., dois de seus filhos entraram com uma ação contra a filha, a respeito do uso da propriedade intelectual do icônico líder.
Martin Luther King III e Dexter King, que dirigem a propriedade de seu pai, disseram que Bernice, que é responsável o Martin Luther King Jr Center for Nonviolent Social Change (Centro pela Mudança Social Sem Violência, em tradução livre), tem sido negligente com o uso de “nome, imagem, voz gravada e memorábilia (objetos de pessoas ou eventos importantes)” de Dr. King”. Seus escritos, discursos, sermões, cartas, direitos autorais e marca registrada, e “os restos e o caixão contidos no jazigo de Dr. Martin Luther King Jr.” também foram mencionados como parte de sua propriedade intelectual.
De acordo com noticiário da corte americana, o Estado realizou uma auditoria em abril, que “revelou que a atual maneira de se cuidar e armazenar a propriedade física do requerido é inaceitável e que os itens estão suscetíveis a danos causados por fogo, água, mofo e bolor, assim como roubo”.
Filhos de King dizem que tentaram trabalhar com sua irmã para resolver os problemas, mas sua relação “se tornou tensa recentemente, resultando numa total quebra de comunicação e transparência”.
Como resultado, o Estado alega que foi forçado a rescindir o acordo mundial de isenção de uso de imagem, em 30 dias, através de correspondência enviada em 10 de agosto.
Com informações da revista Essence e colaboração de Fernando Sagatiba

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Histórico dos direitos autorais no Brasil | HIPERFÍCIE

Posted by Diogo Boos - 09/08/2014 - INPI
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Em sua dissertação de mestrado “Função Social da Propriedade Intelectual: compartilhamento de arquivos e direitos autorais na CF/88“, de 2007, o jurista Pedro Nicoletti Mizukami oferece uma excelente referência para quem, como eu, pesquisa os contornos jurídicos da crise da propriedade intelectual na era da cultura digital. É um ombro de gigante, pronto para servir de ponto de partida para novas observações.
Reproduzo abaixo (mantendo a numeração original das notas de rodapé) o trecho em que o autor analisa a trajetória da legislação brasileira sobre direitos autorais. Com bastante consistência, tem-se um panorama diacrônico vai desde a superficial menção na lei que criou os primeiros cursos jurídicos no Brasil, até as alterações introduzidas em 2003 na atual Lei de Direitos Autorais, permitindo acompanhar a evolução das expectativas normativas sobre o tema.

A introdução dos direitos autorais no direito Brasil
No Brasil, a história dos direitos autorais começa com a Lei de 11 de agosto de 1827, que estabeleceu os cursos jurídicos de São Paulo e Olinda. Determinou a lei um privilégio exclusivo de dez anos sobre os compêndios preparados por professores, obedecidas algumas condições.865 A regulação dos direitos autorais penetra efetivamente o ordenamento jurídico brasileiro, entretanto, a partir da legislação penal e não civil. Se a imposição de normas de direitos penal relativas a direitos autorais é um evento mais recente em outros países, no Brasil sempre se enfatizou proteção por via do direito penal (cuja efetividade, em relação à matéria, é cada vez mais discutível).
O Código Criminal do Império, de 1831, em sua parte III, título III (“Crimes contra a propriedade”), art. 261, criou indiretamente um direito autoral de reprodução a partir de um tipo incriminador que proibia a reprodução, em várias modalidades, de escritos ou estampas feitos, compostos ou traduzidos por cidadãos brasileiros (note-se a ausência de proteção a estrangeiros). A proteção conferida pela lei durava a vida do autor, e um período de dez anos após a morte deste na existência de herdeiros.866
O Código Penal de 1890 continuaria a tradição de se legislar a respeito de direitos autorais por meio do direito penal. O título XII, capítulo V do código, (“Dos crimes contra a propriedade litteraria, artística, industrial e comercial”) dispôs em seus arts. 342-350 a respeito da “violação dos direitos da propriedade litteraria e scientifica”. Inspirado diretamente nos códigos penais francês e português quanto a estes dispositivos,867 o Código Penal de 1890 estabeleceu em seus arts. 342 e 344 direitos autorais sobre leis, decretos, resoluções, regulamentos, relatórios e quaisquer atos dos poderes legislativo ou executivo da Nação e dos Estados, mas também fixou uma limitação a estes no parágrafo único do art. 344.868
O art. 345 manteve o prazo de vigência para os direitos de reprodução estabelecidos no Código Criminal do Império: vida mais 10 anos, se houvesse herdeiros. Importante, ainda, o art. 347, que introduziu no ordenamento jurídico pátrio um direito sobre traduções, a partir da proibição de traduções não-autorizadas, mas também fixou uma limitação: “Esta prohibição não importa a de fazer citação parcial de qualquer escripto, com o fim de crítica, polemica, ou ensino”. O art. 348, proibiu a execução ou representação “em theatros ou espetáculos públicos, composição musical, tragédia, drama, comedia ou qualquer outra producção, seja qual for sua denominação, sem consentimento, para cada vez, do dono ou autor”, e o art. 350 proibiu a reprodução de “qualquer producção artística, sem consentimento do dono, por imitação ou contrafacção”.
Nota-se, assim, a abrangência das proibições impostas pelo código, e a amplitude da idéia de obra protegida. Entre o Código Criminal do Império e o Código Penal de 1890 percebe-se nitidamente um movimento de expansão na normativa pátria de direitos autorais.
Previsão constitucional, todavia, apenas viria na Constituição de 1891, que em seu Título IV, (“Dos cidadãos brasileiros”), Seção II (“Declaração de direitos”), art. 72,, § 26, estabeleceu: “Aos autores de obras literarias e artisticas é garantido o direito exclusivo e reproduzil-as pela imprensa ou por qualquer outro processo mechanico. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar”. Cogita Hallewell869 que a inclusão do dispositivo na Constituição de 1891 decorreu em razão da então recente Convenção Pan-Americana de Direitos Autorais (Montevidéu, 1889), mas não se deve desconsiderar as influências que a Constituição de 1891 recebeu da Constituição dos EUA, que já havia disposto sobre a matéria.
Todas as constituições seguintes, com exceção da de 1937, mantiveram a disposição em termos quase idênticos.870 Mudanças de redação mais substanciais e inserção de outros direitos de autor (como o de fiscalização de aproveitamento econômico) apenas ocorreram com a Constituição de 1988,871 apesar de o dispositivo principal ter mantido redação bastante similar à do art. 72, § 26 da Constituição de 1891.
A legislação civil demoraria para conferir proteção aos direitos autorais. Infraconstitucionalmente, a Lei n. 496 de 1º de agosto de 1898 (Lei Medeiros Albuquerque) seria a primeira lei brasileira de direitos autorais. Aprovada não muito tempo após a Convenção de Berna (1886 – o Brasil apenas aderiria em 1922),872 a lei encara o direito de autor como um privilégio, conferindo-lhe duração de cinqüenta anos após o primeiro de janeiro do ano da publicação (art.3º, 1º), condicionada a proteção a depósito na Biblioteca Nacional, dentro de dois anos, (art. 13), sob pena do direito perecer.
O direito de o autor fazer ou autorizar traduções, representações ou execuções também era limitado no tempo, pelo prazo de dez anos (art. 3º, 2º). O art. 19 definiu “contrafação” como “todo o attentado doloso ou fraudulento contra o direito do autor”, mas a Lei Medeiros e Albuquerque também inaugurou o mecanismo do rol de limitações aos direitos autorais, que mantemos até hoje em forma. O art. 22 trouxe sete limitações aos direitos autorais, descaracterizando as condutas descritas como contrafação. Preocupações referentes a entraves possivelmente colocados pelos direitos autorais à liberdade de expressão e educação são nítidos.873
A Lei n.º 2.577 de 17 de janeiro de 1912 estenderia as disposições da Lei Medeiros e Albuquerque (com exceção da imposição das formalidades do art. 13) a obras editadas no estrangeiro, bastando que se comprovasse o cumprimento das formalidades impostas pelo país de origem (art. 2º).
O Código Civil de 1916 veio a substituir as disposições da Lei Medeiros e Albuquerque, mas nela nitidamente se inspirou. Os arts. 649-673 do CC/16 trataram da matéria sob a designação “Propriedade literária, científica e artística”, apesar do projeto do Código ter proposto a denominação “direito autoral”.874
O direito exclusivo de reprodução das obras literárias, científicas ou artísticas foi assegurado ao autor pelo período de sua vida, mais sessenta anos a herdeiros e cessionários, a contar do dia do falecimento (art. 649). O art. 666 trouxe um rol de dez limitações aos direitos de autor, e a redação do art. 673 por muito tempo deu espaço à discussão de se o depósito da obra constituiria o direito ou seria simplesmente comprobatório.875
A controvérsia sobre as formalidades seria solucionada com a Lei n.º 5.988/73, de “espírito nitidamente empresarial”, conforme Silveira,876 que suplantou as disposições do Código Civil. A lei de 1973 explicitamente eliminou a ambigüidade do art. 673 do CC/16, apesar de manter muito da redação deste, acrescentando em seu art. 17 que o autor da obra “poderá registrá-la” (grifamos). O prazo de proteção para direitos patrimoniais foi modificado para a vida do autor, acrescido da vida dos sucessores, se filhos, pais ou cônjuge, ou 60 anos no caso dos outros sucessores (art. 42, §§ 1º e 2º). Foi fixado um prazo de sessenta anos de duração para os direitos patrimoniais sobre obras cinematográficas, fonográficas, fotográficas e de arte aplicada, contados do dia 1º de janeiro do ano subseqüente de sua conclusão (art. 45).
A lei de 1973 seria substituída pela Lei 9.610 de 1998, que juntamente à Lei 9.609 de 1998 (programas de computador) contém as principais normas de direitos autorais atualmente vigentes. Dentre as modificações relevantes inseridas na Lei 9.610/98, podem-se mencionar as graves restrições feitas ao sistema de limitações, sob o ponto de vista do usuário (art. 46); a modificação do prazo de proteção para a vida do autor, acrescida de setenta anos aos sucessores (art. 41), e setenta anos após a fixação para direitos conexos (art. 96); proteção a bases de dados (arts. 87); e disposições referentes à violação de TPMs e sistemas de DRM (art. 107), no que fica evidente o espírito maximalista da lei de 1998.
Dando continuidade ao impulso maximalista, uma lei de 2003 introduziu alterações ao título III, capítulo I (“Dos crimes contra a propriedade intelectual”) da parte especial do Código Penal. As alterações foram extremamente mal-redigidas, e abrem espaço a diversos problemas de exegese.877
Notas de rodapé:
865 “Art. 7.º Os Lentes farão a escolha dos compendios da sua profissão, ou os arranjarão, não existindo já feitos, com tanto que as doutrinas estejam de accôrdo com o systema jurado pela nação. Estes compendios, depois de approvados pela Congregação, servirão interinamente; submettendo-se porém á approvação da Assembléa Geral, e o Governo os fará imprimir e fornecer ás escolas, competindo aos seus autores o privilegio exclusivo da obra, por dez annos”.
866 “Art. 261. Imprimir, gravar, lithographar ou introduzir quaesquer escriptos ou estampas que tiverem sido feitos, compostos ou traduzidos por cidadãos brasileiros, emquanto estes viverem, e dez annos depois de sua morte, se deixarem herdeiros.Pennas:Perda de todos os exemplares para o autor ou traductor, ou seus herdeiros, ou, na falta delles, do seu valor e outro tanto, e de multa igual ao tresdobro do valor dos exemplares. Se os escriptos ou estampas pertencerem a corporações, a proibição de imprimir, gravar, lithographar ou introduzir, durará sómente por espaço de dez annos”.
867 GALDINO SIQUEIRA. Direito penal brazileiro, v. II: parte especial. Rio de Janeiro: Livraria Jacyntho, 1932, p. 793.
868 Art. 344, parágrafo único: “O privilégio da fazenda publica resultante deste e do art. 342 não importa prohibição de transcrever, ou inserir qualquer dos actos acima indicados nos periódicos, gazetas, em compêndios, tratados, ou quaesquer obras scientificas ou literarias; nem a de revender os objectos especificados, tendo sido legitimamente adquiridos”.
869 HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil, p. 171-172.
870 Constituição de 1934, art. 113, 20: “Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas é assegurado o direito exclusivo de reproduzi-las. Esse direito transmitir-se-á aos seus herdeiros pelo tempo que a lei determinar”; Constituição de 1946, art. 141, § 19: “Aos autores de obras literárias, artísticas ou científicas pertence o direito exclusivo de reproduzi-las. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei fixar”; Constituição de 1967, art. 153, § 25: “Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas pertence o direito exclusivo de utilizá-las. Esse direito é transmissível por herança, pelo tempo que a lei fixar”.
871 Constituição de 1988, art. 5º, XXVII: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar”; art. 5º, XXVIII: “são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas”.
872 GOLDSTEIN, Paul. International copyright, p. 34.
873 Lei Medeiros e Albuquerque: “Art. 22. Não se considera contrafacção:1) a reprodução de passagens ou pequenas partes de obras já publicadas, nem a inserção, mesmo integral, de pequenos escriptos no corpo de uma obra maior, comtanto que esta tenha caracter scientifico ou que seja uma compilação de escriptos de diversos escriptores, composta para uso da instrucção publica. Em caso algum a reproducção póde dar-se sem a citação da obra de onde é extrahida e do nome do autor;2) a reproducção em diarios e periódicos de noticias e artigos politicos extrahidos de outros diários e periódicos, e a reproducção de discursos pronunciados em reuniões publicas, qualquer que seja a sua natureza.Na transcripção de artigos deve haver a menção do jornal de onde são extrahidos e o nome do autor.O autor, porém, quer dos artigos, qualquer que seja a sua natureza, quer dos discursos, é o unico que os pódeimprimir em separado;3) a reproducção de todos os actos officiaes da União, dos Estados ou das Municipalidades;4) a reprodução em livros ou jornaes, de passagens de uma obra qualquer com um fim crítico ou de polemica;5) a reproducção no corpo de um escripto de obra de artes figurativas, contanto que o escripto seja o principal texto, sendo, porém, obrigatoria a citação do nome do autor;6) a reproducção de obras de arte que se encontram nas ruas e praças;7) a reproducção de retratos ou bustos de encommenda particular, quando ella e feita pelo proprietário dos objectos encommendados.”
874 BEVILAQUA, Clovis. Direito das coisas, 1º v. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1941, p. 270.
875 HAMMES, Bruno Jorge. O direito de propriedade intelectual, 3ª ed., p. 59-67.
876 SILVEIRA, Newton. Propriedade intelectual, 3ª ed., p. 53.

Mais aqui: Histórico dos direitos autorais no Brasil | HIPERFÍCIE

Histórico dos direitos autorais no Brasil | HIPERFÍCIE

Posted by Diogo Boos - 09/08/2014 - INPI
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Em sua dissertação de mestrado “Função Social da Propriedade Intelectual: compartilhamento de arquivos e direitos autorais na CF/88“, de 2007, o jurista Pedro Nicoletti Mizukami oferece uma excelente referência para quem, como eu, pesquisa os contornos jurídicos da crise da propriedade intelectual na era da cultura digital. É um ombro de gigante, pronto para servir de ponto de partida para novas observações.
Reproduzo abaixo (mantendo a numeração original das notas de rodapé) o trecho em que o autor analisa a trajetória da legislação brasileira sobre direitos autorais. Com bastante consistência, tem-se um panorama diacrônico vai desde a superficial menção na lei que criou os primeiros cursos jurídicos no Brasil, até as alterações introduzidas em 2003 na atual Lei de Direitos Autorais, permitindo acompanhar a evolução das expectativas normativas sobre o tema.

A introdução dos direitos autorais no direito Brasil
No Brasil, a história dos direitos autorais começa com a Lei de 11 de agosto de 1827, que estabeleceu os cursos jurídicos de São Paulo e Olinda. Determinou a lei um privilégio exclusivo de dez anos sobre os compêndios preparados por professores, obedecidas algumas condições.865 A regulação dos direitos autorais penetra efetivamente o ordenamento jurídico brasileiro, entretanto, a partir da legislação penal e não civil. Se a imposição de normas de direitos penal relativas a direitos autorais é um evento mais recente em outros países, no Brasil sempre se enfatizou proteção por via do direito penal (cuja efetividade, em relação à matéria, é cada vez mais discutível).
O Código Criminal do Império, de 1831, em sua parte III, título III (“Crimes contra a propriedade”), art. 261, criou indiretamente um direito autoral de reprodução a partir de um tipo incriminador que proibia a reprodução, em várias modalidades, de escritos ou estampas feitos, compostos ou traduzidos por cidadãos brasileiros (note-se a ausência de proteção a estrangeiros). A proteção conferida pela lei durava a vida do autor, e um período de dez anos após a morte deste na existência de herdeiros.866
O Código Penal de 1890 continuaria a tradição de se legislar a respeito de direitos autorais por meio do direito penal. O título XII, capítulo V do código, (“Dos crimes contra a propriedade litteraria, artística, industrial e comercial”) dispôs em seus arts. 342-350 a respeito da “violação dos direitos da propriedade litteraria e scientifica”. Inspirado diretamente nos códigos penais francês e português quanto a estes dispositivos,867 o Código Penal de 1890 estabeleceu em seus arts. 342 e 344 direitos autorais sobre leis, decretos, resoluções, regulamentos, relatórios e quaisquer atos dos poderes legislativo ou executivo da Nação e dos Estados, mas também fixou uma limitação a estes no parágrafo único do art. 344.868
O art. 345 manteve o prazo de vigência para os direitos de reprodução estabelecidos no Código Criminal do Império: vida mais 10 anos, se houvesse herdeiros. Importante, ainda, o art. 347, que introduziu no ordenamento jurídico pátrio um direito sobre traduções, a partir da proibição de traduções não-autorizadas, mas também fixou uma limitação: “Esta prohibição não importa a de fazer citação parcial de qualquer escripto, com o fim de crítica, polemica, ou ensino”. O art. 348, proibiu a execução ou representação “em theatros ou espetáculos públicos, composição musical, tragédia, drama, comedia ou qualquer outra producção, seja qual for sua denominação, sem consentimento, para cada vez, do dono ou autor”, e o art. 350 proibiu a reprodução de “qualquer producção artística, sem consentimento do dono, por imitação ou contrafacção”.
Nota-se, assim, a abrangência das proibições impostas pelo código, e a amplitude da idéia de obra protegida. Entre o Código Criminal do Império e o Código Penal de 1890 percebe-se nitidamente um movimento de expansão na normativa pátria de direitos autorais.
Previsão constitucional, todavia, apenas viria na Constituição de 1891, que em seu Título IV, (“Dos cidadãos brasileiros”), Seção II (“Declaração de direitos”), art. 72,, § 26, estabeleceu: “Aos autores de obras literarias e artisticas é garantido o direito exclusivo e reproduzil-as pela imprensa ou por qualquer outro processo mechanico. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar”. Cogita Hallewell869 que a inclusão do dispositivo na Constituição de 1891 decorreu em razão da então recente Convenção Pan-Americana de Direitos Autorais (Montevidéu, 1889), mas não se deve desconsiderar as influências que a Constituição de 1891 recebeu da Constituição dos EUA, que já havia disposto sobre a matéria.
Todas as constituições seguintes, com exceção da de 1937, mantiveram a disposição em termos quase idênticos.870 Mudanças de redação mais substanciais e inserção de outros direitos de autor (como o de fiscalização de aproveitamento econômico) apenas ocorreram com a Constituição de 1988,871 apesar de o dispositivo principal ter mantido redação bastante similar à do art. 72, § 26 da Constituição de 1891.
A legislação civil demoraria para conferir proteção aos direitos autorais. Infraconstitucionalmente, a Lei n. 496 de 1º de agosto de 1898 (Lei Medeiros Albuquerque) seria a primeira lei brasileira de direitos autorais. Aprovada não muito tempo após a Convenção de Berna (1886 – o Brasil apenas aderiria em 1922),872 a lei encara o direito de autor como um privilégio, conferindo-lhe duração de cinqüenta anos após o primeiro de janeiro do ano da publicação (art.3º, 1º), condicionada a proteção a depósito na Biblioteca Nacional, dentro de dois anos, (art. 13), sob pena do direito perecer.
O direito de o autor fazer ou autorizar traduções, representações ou execuções também era limitado no tempo, pelo prazo de dez anos (art. 3º, 2º). O art. 19 definiu “contrafação” como “todo o attentado doloso ou fraudulento contra o direito do autor”, mas a Lei Medeiros e Albuquerque também inaugurou o mecanismo do rol de limitações aos direitos autorais, que mantemos até hoje em forma. O art. 22 trouxe sete limitações aos direitos autorais, descaracterizando as condutas descritas como contrafação. Preocupações referentes a entraves possivelmente colocados pelos direitos autorais à liberdade de expressão e educação são nítidos.873
A Lei n.º 2.577 de 17 de janeiro de 1912 estenderia as disposições da Lei Medeiros e Albuquerque (com exceção da imposição das formalidades do art. 13) a obras editadas no estrangeiro, bastando que se comprovasse o cumprimento das formalidades impostas pelo país de origem (art. 2º).
O Código Civil de 1916 veio a substituir as disposições da Lei Medeiros e Albuquerque, mas nela nitidamente se inspirou. Os arts. 649-673 do CC/16 trataram da matéria sob a designação “Propriedade literária, científica e artística”, apesar do projeto do Código ter proposto a denominação “direito autoral”.874
O direito exclusivo de reprodução das obras literárias, científicas ou artísticas foi assegurado ao autor pelo período de sua vida, mais sessenta anos a herdeiros e cessionários, a contar do dia do falecimento (art. 649). O art. 666 trouxe um rol de dez limitações aos direitos de autor, e a redação do art. 673 por muito tempo deu espaço à discussão de se o depósito da obra constituiria o direito ou seria simplesmente comprobatório.875
A controvérsia sobre as formalidades seria solucionada com a Lei n.º 5.988/73, de “espírito nitidamente empresarial”, conforme Silveira,876 que suplantou as disposições do Código Civil. A lei de 1973 explicitamente eliminou a ambigüidade do art. 673 do CC/16, apesar de manter muito da redação deste, acrescentando em seu art. 17 que o autor da obra “poderá registrá-la” (grifamos). O prazo de proteção para direitos patrimoniais foi modificado para a vida do autor, acrescido da vida dos sucessores, se filhos, pais ou cônjuge, ou 60 anos no caso dos outros sucessores (art. 42, §§ 1º e 2º). Foi fixado um prazo de sessenta anos de duração para os direitos patrimoniais sobre obras cinematográficas, fonográficas, fotográficas e de arte aplicada, contados do dia 1º de janeiro do ano subseqüente de sua conclusão (art. 45).
A lei de 1973 seria substituída pela Lei 9.610 de 1998, que juntamente à Lei 9.609 de 1998 (programas de computador) contém as principais normas de direitos autorais atualmente vigentes. Dentre as modificações relevantes inseridas na Lei 9.610/98, podem-se mencionar as graves restrições feitas ao sistema de limitações, sob o ponto de vista do usuário (art. 46); a modificação do prazo de proteção para a vida do autor, acrescida de setenta anos aos sucessores (art. 41), e setenta anos após a fixação para direitos conexos (art. 96); proteção a bases de dados (arts. 87); e disposições referentes à violação de TPMs e sistemas de DRM (art. 107), no que fica evidente o espírito maximalista da lei de 1998.
Dando continuidade ao impulso maximalista, uma lei de 2003 introduziu alterações ao título III, capítulo I (“Dos crimes contra a propriedade intelectual”) da parte especial do Código Penal. As alterações foram extremamente mal-redigidas, e abrem espaço a diversos problemas de exegese.877
Notas de rodapé:
865 “Art. 7.º Os Lentes farão a escolha dos compendios da sua profissão, ou os arranjarão, não existindo já feitos, com tanto que as doutrinas estejam de accôrdo com o systema jurado pela nação. Estes compendios, depois de approvados pela Congregação, servirão interinamente; submettendo-se porém á approvação da Assembléa Geral, e o Governo os fará imprimir e fornecer ás escolas, competindo aos seus autores o privilegio exclusivo da obra, por dez annos”.
866 “Art. 261. Imprimir, gravar, lithographar ou introduzir quaesquer escriptos ou estampas que tiverem sido feitos, compostos ou traduzidos por cidadãos brasileiros, emquanto estes viverem, e dez annos depois de sua morte, se deixarem herdeiros.Pennas:Perda de todos os exemplares para o autor ou traductor, ou seus herdeiros, ou, na falta delles, do seu valor e outro tanto, e de multa igual ao tresdobro do valor dos exemplares. Se os escriptos ou estampas pertencerem a corporações, a proibição de imprimir, gravar, lithographar ou introduzir, durará sómente por espaço de dez annos”.
867 GALDINO SIQUEIRA. Direito penal brazileiro, v. II: parte especial. Rio de Janeiro: Livraria Jacyntho, 1932, p. 793.
868 Art. 344, parágrafo único: “O privilégio da fazenda publica resultante deste e do art. 342 não importa prohibição de transcrever, ou inserir qualquer dos actos acima indicados nos periódicos, gazetas, em compêndios, tratados, ou quaesquer obras scientificas ou literarias; nem a de revender os objectos especificados, tendo sido legitimamente adquiridos”.
869 HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil, p. 171-172.
870 Constituição de 1934, art. 113, 20: “Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas é assegurado o direito exclusivo de reproduzi-las. Esse direito transmitir-se-á aos seus herdeiros pelo tempo que a lei determinar”; Constituição de 1946, art. 141, § 19: “Aos autores de obras literárias, artísticas ou científicas pertence o direito exclusivo de reproduzi-las. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei fixar”; Constituição de 1967, art. 153, § 25: “Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas pertence o direito exclusivo de utilizá-las. Esse direito é transmissível por herança, pelo tempo que a lei fixar”.
871 Constituição de 1988, art. 5º, XXVII: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar”; art. 5º, XXVIII: “são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas”.
872 GOLDSTEIN, Paul. International copyright, p. 34.
873 Lei Medeiros e Albuquerque: “Art. 22. Não se considera contrafacção:1) a reprodução de passagens ou pequenas partes de obras já publicadas, nem a inserção, mesmo integral, de pequenos escriptos no corpo de uma obra maior, comtanto que esta tenha caracter scientifico ou que seja uma compilação de escriptos de diversos escriptores, composta para uso da instrucção publica. Em caso algum a reproducção póde dar-se sem a citação da obra de onde é extrahida e do nome do autor;2) a reproducção em diarios e periódicos de noticias e artigos politicos extrahidos de outros diários e periódicos, e a reproducção de discursos pronunciados em reuniões publicas, qualquer que seja a sua natureza.Na transcripção de artigos deve haver a menção do jornal de onde são extrahidos e o nome do autor.O autor, porém, quer dos artigos, qualquer que seja a sua natureza, quer dos discursos, é o unico que os pódeimprimir em separado;3) a reproducção de todos os actos officiaes da União, dos Estados ou das Municipalidades;4) a reprodução em livros ou jornaes, de passagens de uma obra qualquer com um fim crítico ou de polemica;5) a reproducção no corpo de um escripto de obra de artes figurativas, contanto que o escripto seja o principal texto, sendo, porém, obrigatoria a citação do nome do autor;6) a reproducção de obras de arte que se encontram nas ruas e praças;7) a reproducção de retratos ou bustos de encommenda particular, quando ella e feita pelo proprietário dos objectos encommendados.”
874 BEVILAQUA, Clovis. Direito das coisas, 1º v. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1941, p. 270.
875 HAMMES, Bruno Jorge. O direito de propriedade intelectual, 3ª ed., p. 59-67.
876 SILVEIRA, Newton. Propriedade intelectual, 3ª ed., p. 53.

Continua aqui: Histórico dos direitos autorais no Brasil | HIPERFÍCIE

Negociar Parcerias Estratégicas de Inovação “Ganha-Ganha …

Posted by Diogo Boos - 09/08/2014 - INPI
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Reconhecer que todo o esforço de colaboração é distinto e deve ser avaliado por seus próprios méritos, as empresas devem fazer a sua lição de casa antes de começar a trabalhar em conjunto. Colaborações de inovação de sucesso começam com uma compreensão clara de como cada empresa quer beneficiar da parceria, e como eles trabalharão em direção a um resultado ganha-ganha. Este artigo destaca as questões a serem consideradas e documentadas nesta fase de formação de uma parceria.

O que as partes trazem para uma aliança
Partes envolvidas em inovação aberta são atraídos para trabalhar com outras empresas devido ao que elas podem ganhar com a associação. Aqui, o tamanho importa, e certas generalizações de contribuições são razoáveis.
O que as PME normalmente trazem para relações de colaboração:
Cultura inovadora
Espírito empreendedor
Menos formalidade
Tomadores de risco
Rapidez e agilidade
Tomada de decisão rápida
Tecnologia disruptiva
O que grandes empresas normalmente trazem para relações de colaboração:
Dinheiro e recursos de investimento
Canal de mercado e vendas
Cadeia de fornecimento
Aumentar equipamentos e capacidade de engenharia
Desenvolver a capacidade de produção e operação
Competências de gestão e organização
Conhecimento regulatório
Colaboradores simétricos – PMEs que trabalham em conjunto
Enquanto as PMEs podem ser muito diferentes em tamanho, capacidades e competências, elas costumam compartilhar mais semelhanças com outras PMEs do que o que compartilham com as grandes empresas. Neste sentido, elas podem ser considerados colaboradores simétricos.
Essas relações são caracterizadas por um alto grau de dependência e confiança mútuas. Muitas vezes, cada uma das partes “precisa” do outro para otimizar a capacidade de criar e capturar valor. Acordos escritos são muito importantes, mas a relação pessoal entre as partes é fundamental.
Colaboradores assimétricos – PMEs que trabalham com grandes empresas
Grandes empresas recorrentemente contam com propriedade intelectual desenvolvida por PMEs. A propriedade intelectual pode assumir muitas formas diferentes; por exemplo, pode ser um produto comercial (ou componente da mesma), um serviço, um método de fabricação único, ou uma peça de equipamento.

A principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual.

Independentemente, a relação entre uma PME e uma grande empresa não é entre iguais. As PMEs estão frequentemente na posição de colocar dependência muito maior em relação à associação, dando, assim, alavancagem significativa às grandes empresas, porque elas estão mais capitalizadas, mais diversificadas e, normalmente, tem a rede de comercialização e distribuição necessária para a comercialização.
Nesta situação, a principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual (por exemplo, tecnologia exclusiva, capacidade ou know-how). Para ser eficaz, esta forma de relacionamento de colaboração exige um acordo claro e abrangente. As relações pessoais são importantes, mas eles não regem a colaboração.
O que discutir e determinar cedo – termos de compromisso como “acordos pré-nupciais”
Parcerias de sucesso têm como premissa as partes estarem alinhadas em todos os aspectos de seu relacionamento. Como tal, as partes devem concordar sobre as seguintes questões antes de iniciar seu trabalho cooperativo:
Partes da colaboração – Quem vai participar da colaboração? Isto é especialmente importante se mais de dois participantes estão envolvidos.
Finalidade da colaboração – As partes devem inovar em direção a um objetivo claramente definido. A falta de especificidade aqui pode minar o esforço.
Conduta do escopo do programa – O que é esperado de cada uma das partes entregar na busca do objetivo do projeto?
Calendário ou marcos – Quando as partes esperam ou precisam para alcançar o objetivo do projeto?
Propriedade intelectual e direitos de PI – Quem é o dono e tem direitos de usar PI desenvolvido como parte do projeto?
Taxas – Como dinheiro é ganho e partilhado pelos parceiros?
Prazo e rescisão – E se as coisas não vão bem e os parceiros precisam se separar? Como será a separação?
Considerações-chave para a negociação de um caminho para o sucesso
Colaborações bem-sucedidas começam bem antes do início do trabalho de projeto e mesmo antes de um termo de compromisso ser finalizado. Realização é uma conseqüência de discussões e planejamento minuciosos. Integrar as seguintes considerações para esses processos melhora a probabilidade de um resultado positivo.
Entender que dois negócios não são os mesmos.
Cada negociação tinha suas próprias nuances
Cada negociador tem seu próprio estilo
Seja paciente
Seja um bom ouvinte
Tente entender o que o outro lado quer realmente ganhar na aliança
Fazer a lição de casa.
A outra organização – O que eles fazem? O que acrescentam? Como funcionam? Tiveram outras parcerias de sucesso?
A sua contraparte – Ela tem o poder de decisão? Onde ela se senta na organização? Quais são as suas responsabilidades?
Conheça o seu “envelope” – Quais são os seus termos de negócio alvo? Qual é a sua ponto de partida?
Definir uma estratégia clara e garantir o alinhamento.
Saiba o que você traz para a associação
Saiba o que seu parceiro traz para a associação
Alinhamento das estratégias – Estamos indo na mesma direção? Temos os mesmos objetivos? Temos a mesma estratégia para chegar lá?
Divisão de responsabilidades – Quem faz o quê? Em que prazo?
Compreender o valor da oportunidade – Quanto vale o negócio?
Garantir que 1+1 é maior do que 2. A colaboração deve criar valor que pode ser compartilhado
Negócio tem valor grande o suficiente para ambas as partes
Use a avaliação externa
Há um adicional futuro como novos mercados
Colocar as pessoas nos papéis certos.
Relacionamentos pessoais fortes entre as empresas limites são importantes
Equipes multi-funcionais são vantajosas
Misture conhecimento e experiência com juventude e paixão
Construir relacionamentos de longo prazo, e não um caso de uma vez.
Estabeleça confiança e respeito e espere o mesmo em troca
Ofereça e espere comunicação clara
Estabeleça boa governança
Certifique justiça e equilíbrio na relação – As porcentagens responsabilidade e compartilhamento fazem sentido? Como são os riscos compartilhados?
Não ser ganancioso.
Arranjos “ganha-perde” levam a empreendimentos “perde-perde”
Você assinaria se estivesse do outro lado – Você está sendo justo?
Não ser ansioso.
Saiba quem tem a pressão do tempo
Não mostre que você está ansioso
Não revele sua programação desejada para chegar a um acordo
Ansiedade se traduz em ceder cedo
Medir o que você deseja alcançar.
Mantenha métricas simples
Fique de olho na extração de valor… isso é o que importa… encontre uma métrica que mede isto
Métricas levam a incentivos
Incentivo direciona comportamentos
Demonstrar paciência… ela é recompensada.
Entenda MAPAN (melhor alternativa para um acordo negociado)
Saiba quando andar – Melhor ir embora do que assinar um mau negócio
Sinais de alerta – coisas para atentar ao formar uma parceria estratégica
 Modelos de negócios, estratégias ou visão de negócios mal alinhados
Posição na cadeia de valor – O seu parceiro está posicionado para ajudar?
Produtos concorrentes – Você e seu parceiro têm conflitos?
Diferenças culturais que poderiam minar alcançar o objetivo do projeto
Riscos para trabalhar com um parceiro especial
Ritmo de tomada de decisão… PMEs podem ser rápidas, grandes empresas podem levar um longo tempo
Estágio de desenvolvimento – Ambas as partes compreendem o status atual do produto ou serviço?
Direitos de propriedade intelectual não podem ser acordados
As valorizações – PMEs podem sobrevalorizar ideias, enquanto grandes empresas podem subestimar a mesma ideia.
Comunicação – É freqüente e fluida ou irregular e silenciosa?
Confiança – você sente, você oferece?
Conclusão
Parcerias colaborativas proporcionam às PMEs muitas novas oportunidades de negócios, mas essas relações só podem ter sucesso e prosperar se forem formadas cuidadosamente e bem geridas.
Encontrar o parceiro certo pode parecer uma tarefa difícil, mas uma empresa com uma compreensão clara de suas competências essenciais está bem posicionada para descobrir um aliado complementar. Compreender as necessidades da empresa ajuda a definir o que a PME exige em um parceiro, o que limita o número de potenciais parceiros. Garantir que um potencial parceiro é competente requer a uma PME fazer o seu dever de casa antes de começar a colaborar.
Parcerias de sucesso começa com um entendimento claramente articulado de como cada empresa quer beneficiar da colaboração. Às vezes, os benefícios desejados são facilmente visíveis e às vezes eles não são. Garantir o alinhamento, em matéria de motivações, contribuições, remuneração e gestão são fundamentais para eventual e contínuo sucesso. Assim, as negociações não são apenas sobre a obtenção de mais dinheiro para a sua empresa, trata-se de estabelecer uma relação que funciona bem para todas as partes envolvidas.
Por: Seth Weiss  | Traduzido por: Filipe Costa

Sobre o Autor
Seth Weiss educa, escreve e fala sobre inovação, colaboração e propriedade intelectual. Como advogado e profissional qualificado de Inovação Aberta, Seth tem uma vasta experiência operacional e em consultoria para PMEs. Compreendendo as características únicas e variadas das PMEs, ele projeta programas e estratégias pragmáticas para implementação efetiva da inovação aberta.

Foto: Smart Partnership concept por shutterstock.com

Postagem original: Negociar Parcerias Estratégicas de Inovação “Ganha-Ganha …

SOPA: Começou a briga do século – Brainstorm #9

Posted by Diogo Boos - 07/08/2014 - INPI
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Os tempos mudam depressa, as leis não. Agora parece que as indústrias da música e do cinema resolveram movimentar sua máquina de lobby na tentativa de nadar para a praia e não morrer afogadas. E você pensa: finalmente vão adaptar seu modelo de negócio para as demandas atuais. Não é bem assim.
Você já deve ter ouvido falar do SOPA (Stop Online Piracy Act – lei de combate à pirataria) que está em discussão nos EUA. As águas andam turbulentas para a indústria da criatividade há mais de 10 anos.
Sem entrar no mérito polêmico da propriedade intelectual, assunto muito mais complexo, vou me limitar a dizer que as empresas fortemente ancoradas na propriedade intelectual talvez tenham que levar em conta a mudança cultural que está se formando há um tempo considerável. Basta lembrar que a regulação da propriedade intelectual está fortemente ligada à propriedade industrial (no Brasil, feita pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Ou seja, são leis da época da Revolução Industrial, para proteger propriedade das indústrias.
É aí que se desenha o cenário inusitado. Antes, a movimentação era unilateral, as técnicas mercadológicas empurravam a demanda e forçavam benefícios da legislação com uma força incomparável – e restava aos cidadãos contestarem na mesma moeda, se quisessem, a Justiça. Agora, meu amigo, você pode entrar na jogada de várias novas maneiras, seja fazendo e vendendo seu produto, seja financiando seu desejo ou ajudando a criar uma onda para equilibrar o mercado.
A evolução da rede proporciona cada vez mais ferramentas para contrapor a movimentação de mercado das grandes empresas. E o mais interessante é que até algumas delas sentem a corrente mudar e tomam partido. A coisa começou a ficar séria.

Se as novas ferramentas usam a multidão, que usa o que está disponível na internet, seria o SOPA o primeiro golpe por parte das empresas no ganho de força dos consumidores?

No caso do SOPA, surgiu um contramovimento muito forte de usuários que não concordam com a lei, junto de várias empresas de peso, como Google, Paypal e Aol. E não é brincadeira não, segundo o The Next Web, o Go Daddy viu milhares de usuários questionarem a posição da empresa sobre legislação. Como app é pop, não demorou a surgir um que escaneia códigos de barras e lista os produtos de empresas que são a favor da lei, o Boycott SOPA.

Como os consumidores e as marcas vão lidar com essa transferência de poder? A briga vai ser boa.
Mas que fique claro: dizer que o mar não tá para peixe pra indústria da música e do cinema é muito diferente de dizer o mesmo da música e do cinema. Navegar é preciso.

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Posted by Diogo Boos - 07/08/2014 - INPI
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Reconhecer que todo o esforço de colaboração é distinto e deve ser avaliado por seus próprios méritos, as empresas devem fazer a sua lição de casa antes de começar a trabalhar em conjunto. Colaborações de inovação de sucesso começam com uma compreensão clara de como cada empresa quer beneficiar da parceria, e como eles trabalharão em direção a um resultado ganha-ganha. Este artigo destaca as questões a serem consideradas e documentadas nesta fase de formação de uma parceria.

O que as partes trazem para uma aliança
Partes envolvidas em inovação aberta são atraídos para trabalhar com outras empresas devido ao que elas podem ganhar com a associação. Aqui, o tamanho importa, e certas generalizações de contribuições são razoáveis.
O que as PME normalmente trazem para relações de colaboração:
Cultura inovadora
Espírito empreendedor
Menos formalidade
Tomadores de risco
Rapidez e agilidade
Tomada de decisão rápida
Tecnologia disruptiva
O que grandes empresas normalmente trazem para relações de colaboração:
Dinheiro e recursos de investimento
Canal de mercado e vendas
Cadeia de fornecimento
Aumentar equipamentos e capacidade de engenharia
Desenvolver a capacidade de produção e operação
Competências de gestão e organização
Conhecimento regulatório
Colaboradores simétricos – PMEs que trabalham em conjunto
Enquanto as PMEs podem ser muito diferentes em tamanho, capacidades e competências, elas costumam compartilhar mais semelhanças com outras PMEs do que o que compartilham com as grandes empresas. Neste sentido, elas podem ser considerados colaboradores simétricos.
Essas relações são caracterizadas por um alto grau de dependência e confiança mútuas. Muitas vezes, cada uma das partes “precisa” do outro para otimizar a capacidade de criar e capturar valor. Acordos escritos são muito importantes, mas a relação pessoal entre as partes é fundamental.
Colaboradores assimétricos – PMEs que trabalham com grandes empresas
Grandes empresas recorrentemente contam com propriedade intelectual desenvolvida por PMEs. A propriedade intelectual pode assumir muitas formas diferentes; por exemplo, pode ser um produto comercial (ou componente da mesma), um serviço, um método de fabricação único, ou uma peça de equipamento.

A principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual.

Independentemente, a relação entre uma PME e uma grande empresa não é entre iguais. As PMEs estão frequentemente na posição de colocar dependência muito maior em relação à associação, dando, assim, alavancagem significativa às grandes empresas, porque elas estão mais capitalizadas, mais diversificadas e, normalmente, tem a rede de comercialização e distribuição necessária para a comercialização.
Nesta situação, a principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual (por exemplo, tecnologia exclusiva, capacidade ou know-how). Para ser eficaz, esta forma de relacionamento de colaboração exige um acordo claro e abrangente. As relações pessoais são importantes, mas eles não regem a colaboração.
O que discutir e determinar cedo – termos de compromisso como “acordos pré-nupciais”
Parcerias de sucesso têm como premissa as partes estarem alinhadas em todos os aspectos de seu relacionamento. Como tal, as partes devem concordar sobre as seguintes questões antes de iniciar seu trabalho cooperativo:
Partes da colaboração – Quem vai participar da colaboração? Isto é especialmente importante se mais de dois participantes estão envolvidos.
Finalidade da colaboração – As partes devem inovar em direção a um objetivo claramente definido. A falta de especificidade aqui pode minar o esforço.
Conduta do escopo do programa – O que é esperado de cada uma das partes entregar na busca do objetivo do projeto?
Calendário ou marcos – Quando as partes esperam ou precisam para alcançar o objetivo do projeto?
Propriedade intelectual e direitos de PI – Quem é o dono e tem direitos de usar PI desenvolvido como parte do projeto?
Taxas – Como dinheiro é ganho e partilhado pelos parceiros?
Prazo e rescisão – E se as coisas não vão bem e os parceiros precisam se separar? Como será a separação?
Considerações-chave para a negociação de um caminho para o sucesso
Colaborações bem-sucedidas começam bem antes do início do trabalho de projeto e mesmo antes de um termo de compromisso ser finalizado. Realização é uma conseqüência de discussões e planejamento minuciosos. Integrar as seguintes considerações para esses processos melhora a probabilidade de um resultado positivo.
Entender que dois negócios não são os mesmos.
Cada negociação tinha suas próprias nuances
Cada negociador tem seu próprio estilo
Seja paciente
Seja um bom ouvinte
Tente entender o que o outro lado quer realmente ganhar na aliança
Fazer a lição de casa.
A outra organização – O que eles fazem? O que acrescentam? Como funcionam? Tiveram outras parcerias de sucesso?
A sua contraparte – Ela tem o poder de decisão? Onde ela se senta na organização? Quais são as suas responsabilidades?
Conheça o seu “envelope” – Quais são os seus termos de negócio alvo? Qual é a sua ponto de partida?
Definir uma estratégia clara e garantir o alinhamento.
Saiba o que você traz para a associação
Saiba o que seu parceiro traz para a associação
Alinhamento das estratégias – Estamos indo na mesma direção? Temos os mesmos objetivos? Temos a mesma estratégia para chegar lá?
Divisão de responsabilidades – Quem faz o quê? Em que prazo?
Compreender o valor da oportunidade – Quanto vale o negócio?
Garantir que 1+1 é maior do que 2. A colaboração deve criar valor que pode ser compartilhado
Negócio tem valor grande o suficiente para ambas as partes
Use a avaliação externa
Há um adicional futuro como novos mercados
Colocar as pessoas nos papéis certos.
Relacionamentos pessoais fortes entre as empresas limites são importantes
Equipes multi-funcionais são vantajosas
Misture conhecimento e experiência com juventude e paixão
Construir relacionamentos de longo prazo, e não um caso de uma vez.
Estabeleça confiança e respeito e espere o mesmo em troca
Ofereça e espere comunicação clara
Estabeleça boa governança
Certifique justiça e equilíbrio na relação – As porcentagens responsabilidade e compartilhamento fazem sentido? Como são os riscos compartilhados?
Não ser ganancioso.
Arranjos “ganha-perde” levam a empreendimentos “perde-perde”
Você assinaria se estivesse do outro lado – Você está sendo justo?
Não ser ansioso.
Saiba quem tem a pressão do tempo
Não mostre que você está ansioso
Não revele sua programação desejada para chegar a um acordo
Ansiedade se traduz em ceder cedo
Medir o que você deseja alcançar.
Mantenha métricas simples
Fique de olho na extração de valor… isso é o que importa… encontre uma métrica que mede isto
Métricas levam a incentivos
Incentivo direciona comportamentos
Demonstrar paciência… ela é recompensada.
Entenda MAPAN (melhor alternativa para um acordo negociado)
Saiba quando andar – Melhor ir embora do que assinar um mau negócio
Sinais de alerta – coisas para atentar ao formar uma parceria estratégica
 Modelos de negócios, estratégias ou visão de negócios mal alinhados
Posição na cadeia de valor – O seu parceiro está posicionado para ajudar?
Produtos concorrentes – Você e seu parceiro têm conflitos?
Diferenças culturais que poderiam minar alcançar o objetivo do projeto
Riscos para trabalhar com um parceiro especial
Ritmo de tomada de decisão… PMEs podem ser rápidas, grandes empresas podem levar um longo tempo
Estágio de desenvolvimento – Ambas as partes compreendem o status atual do produto ou serviço?
Direitos de propriedade intelectual não podem ser acordados
As valorizações – PMEs podem sobrevalorizar ideias, enquanto grandes empresas podem subestimar a mesma ideia.
Comunicação – É freqüente e fluida ou irregular e silenciosa?
Confiança – você sente, você oferece?
Conclusão
Parcerias colaborativas proporcionam às PMEs muitas novas oportunidades de negócios, mas essas relações só podem ter sucesso e prosperar se forem formadas cuidadosamente e bem geridas.
Encontrar o parceiro certo pode parecer uma tarefa difícil, mas uma empresa com uma compreensão clara de suas competências essenciais está bem posicionada para descobrir um aliado complementar. Compreender as necessidades da empresa ajuda a definir o que a PME exige em um parceiro, o que limita o número de potenciais parceiros. Garantir que um potencial parceiro é competente requer a uma PME fazer o seu dever de casa antes de começar a colaborar.
Parcerias de sucesso começa com um entendimento claramente articulado de como cada empresa quer beneficiar da colaboração. Às vezes, os benefícios desejados são facilmente visíveis e às vezes eles não são. Garantir o alinhamento, em matéria de motivações, contribuições, remuneração e gestão são fundamentais para eventual e contínuo sucesso. Assim, as negociações não são apenas sobre a obtenção de mais dinheiro para a sua empresa, trata-se de estabelecer uma relação que funciona bem para todas as partes envolvidas.
Por: Seth Weiss  | Traduzido por: Filipe Costa

Sobre o Autor
Seth Weiss educa, escreve e fala sobre inovação, colaboração e propriedade intelectual. Como advogado e profissional qualificado de Inovação Aberta, Seth tem uma vasta experiência operacional e em consultoria para PMEs. Compreendendo as características únicas e variadas das PMEs, ele projeta programas e estratégias pragmáticas para implementação efetiva da inovação aberta.

Foto: Smart Partnership concept por shutterstock.com

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Negociar Parcerias Estratégicas de Inovação “Ganha-Ganha …

Posted by Diogo Boos - 07/08/2014 - INPI
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Reconhecer que todo o esforço de colaboração é distinto e deve ser avaliado por seus próprios méritos, as empresas devem fazer a sua lição de casa antes de começar a trabalhar em conjunto. Colaborações de inovação de sucesso começam com uma compreensão clara de como cada empresa quer beneficiar da parceria, e como eles trabalharão em direção a um resultado ganha-ganha. Este artigo destaca as questões a serem consideradas e documentadas nesta fase de formação de uma parceria.

O que as partes trazem para uma aliança
Partes envolvidas em inovação aberta são atraídos para trabalhar com outras empresas devido ao que elas podem ganhar com a associação. Aqui, o tamanho importa, e certas generalizações de contribuições são razoáveis.
O que as PME normalmente trazem para relações de colaboração:
Cultura inovadora
Espírito empreendedor
Menos formalidade
Tomadores de risco
Rapidez e agilidade
Tomada de decisão rápida
Tecnologia disruptiva
O que grandes empresas normalmente trazem para relações de colaboração:
Dinheiro e recursos de investimento
Canal de mercado e vendas
Cadeia de fornecimento
Aumentar equipamentos e capacidade de engenharia
Desenvolver a capacidade de produção e operação
Competências de gestão e organização
Conhecimento regulatório
Colaboradores simétricos – PMEs que trabalham em conjunto
Enquanto as PMEs podem ser muito diferentes em tamanho, capacidades e competências, elas costumam compartilhar mais semelhanças com outras PMEs do que o que compartilham com as grandes empresas. Neste sentido, elas podem ser considerados colaboradores simétricos.
Essas relações são caracterizadas por um alto grau de dependência e confiança mútuas. Muitas vezes, cada uma das partes “precisa” do outro para otimizar a capacidade de criar e capturar valor. Acordos escritos são muito importantes, mas a relação pessoal entre as partes é fundamental.
Colaboradores assimétricos – PMEs que trabalham com grandes empresas
Grandes empresas recorrentemente contam com propriedade intelectual desenvolvida por PMEs. A propriedade intelectual pode assumir muitas formas diferentes; por exemplo, pode ser um produto comercial (ou componente da mesma), um serviço, um método de fabricação único, ou uma peça de equipamento.

A principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual.

Independentemente, a relação entre uma PME e uma grande empresa não é entre iguais. As PMEs estão frequentemente na posição de colocar dependência muito maior em relação à associação, dando, assim, alavancagem significativa às grandes empresas, porque elas estão mais capitalizadas, mais diversificadas e, normalmente, tem a rede de comercialização e distribuição necessária para a comercialização.
Nesta situação, a principal moeda de troca de uma PME é a sua propriedade intelectual (por exemplo, tecnologia exclusiva, capacidade ou know-how). Para ser eficaz, esta forma de relacionamento de colaboração exige um acordo claro e abrangente. As relações pessoais são importantes, mas eles não regem a colaboração.
O que discutir e determinar cedo – termos de compromisso como “acordos pré-nupciais”
Parcerias de sucesso têm como premissa as partes estarem alinhadas em todos os aspectos de seu relacionamento. Como tal, as partes devem concordar sobre as seguintes questões antes de iniciar seu trabalho cooperativo:
Partes da colaboração – Quem vai participar da colaboração? Isto é especialmente importante se mais de dois participantes estão envolvidos.
Finalidade da colaboração – As partes devem inovar em direção a um objetivo claramente definido. A falta de especificidade aqui pode minar o esforço.
Conduta do escopo do programa – O que é esperado de cada uma das partes entregar na busca do objetivo do projeto?
Calendário ou marcos – Quando as partes esperam ou precisam para alcançar o objetivo do projeto?
Propriedade intelectual e direitos de PI – Quem é o dono e tem direitos de usar PI desenvolvido como parte do projeto?
Taxas – Como dinheiro é ganho e partilhado pelos parceiros?
Prazo e rescisão – E se as coisas não vão bem e os parceiros precisam se separar? Como será a separação?
Considerações-chave para a negociação de um caminho para o sucesso
Colaborações bem-sucedidas começam bem antes do início do trabalho de projeto e mesmo antes de um termo de compromisso ser finalizado. Realização é uma conseqüência de discussões e planejamento minuciosos. Integrar as seguintes considerações para esses processos melhora a probabilidade de um resultado positivo.
Entender que dois negócios não são os mesmos.
Cada negociação tinha suas próprias nuances
Cada negociador tem seu próprio estilo
Seja paciente
Seja um bom ouvinte
Tente entender o que o outro lado quer realmente ganhar na aliança
Fazer a lição de casa.
A outra organização – O que eles fazem? O que acrescentam? Como funcionam? Tiveram outras parcerias de sucesso?
A sua contraparte – Ela tem o poder de decisão? Onde ela se senta na organização? Quais são as suas responsabilidades?
Conheça o seu “envelope” – Quais são os seus termos de negócio alvo? Qual é a sua ponto de partida?
Definir uma estratégia clara e garantir o alinhamento.
Saiba o que você traz para a associação
Saiba o que seu parceiro traz para a associação
Alinhamento das estratégias – Estamos indo na mesma direção? Temos os mesmos objetivos? Temos a mesma estratégia para chegar lá?
Divisão de responsabilidades – Quem faz o quê? Em que prazo?
Compreender o valor da oportunidade – Quanto vale o negócio?
Garantir que 1+1 é maior do que 2. A colaboração deve criar valor que pode ser compartilhado
Negócio tem valor grande o suficiente para ambas as partes
Use a avaliação externa
Há um adicional futuro como novos mercados
Colocar as pessoas nos papéis certos.
Relacionamentos pessoais fortes entre as empresas limites são importantes
Equipes multi-funcionais são vantajosas
Misture conhecimento e experiência com juventude e paixão
Construir relacionamentos de longo prazo, e não um caso de uma vez.
Estabeleça confiança e respeito e espere o mesmo em troca
Ofereça e espere comunicação clara
Estabeleça boa governança
Certifique justiça e equilíbrio na relação – As porcentagens responsabilidade e compartilhamento fazem sentido? Como são os riscos compartilhados?
Não ser ganancioso.
Arranjos “ganha-perde” levam a empreendimentos “perde-perde”
Você assinaria se estivesse do outro lado – Você está sendo justo?
Não ser ansioso.
Saiba quem tem a pressão do tempo
Não mostre que você está ansioso
Não revele sua programação desejada para chegar a um acordo
Ansiedade se traduz em ceder cedo
Medir o que você deseja alcançar.
Mantenha métricas simples
Fique de olho na extração de valor… isso é o que importa… encontre uma métrica que mede isto
Métricas levam a incentivos
Incentivo direciona comportamentos
Demonstrar paciência… ela é recompensada.
Entenda MAPAN (melhor alternativa para um acordo negociado)
Saiba quando andar – Melhor ir embora do que assinar um mau negócio
Sinais de alerta – coisas para atentar ao formar uma parceria estratégica
 Modelos de negócios, estratégias ou visão de negócios mal alinhados
Posição na cadeia de valor – O seu parceiro está posicionado para ajudar?
Produtos concorrentes – Você e seu parceiro têm conflitos?
Diferenças culturais que poderiam minar alcançar o objetivo do projeto
Riscos para trabalhar com um parceiro especial
Ritmo de tomada de decisão… PMEs podem ser rápidas, grandes empresas podem levar um longo tempo
Estágio de desenvolvimento – Ambas as partes compreendem o status atual do produto ou serviço?
Direitos de propriedade intelectual não podem ser acordados
As valorizações – PMEs podem sobrevalorizar ideias, enquanto grandes empresas podem subestimar a mesma ideia.
Comunicação – É freqüente e fluida ou irregular e silenciosa?
Confiança – você sente, você oferece?
Conclusão
Parcerias colaborativas proporcionam às PMEs muitas novas oportunidades de negócios, mas essas relações só podem ter sucesso e prosperar se forem formadas cuidadosamente e bem geridas.
Encontrar o parceiro certo pode parecer uma tarefa difícil, mas uma empresa com uma compreensão clara de suas competências essenciais está bem posicionada para descobrir um aliado complementar. Compreender as necessidades da empresa ajuda a definir o que a PME exige em um parceiro, o que limita o número de potenciais parceiros. Garantir que um potencial parceiro é competente requer a uma PME fazer o seu dever de casa antes de começar a colaborar.
Parcerias de sucesso começa com um entendimento claramente articulado de como cada empresa quer beneficiar da colaboração. Às vezes, os benefícios desejados são facilmente visíveis e às vezes eles não são. Garantir o alinhamento, em matéria de motivações, contribuições, remuneração e gestão são fundamentais para eventual e contínuo sucesso. Assim, as negociações não são apenas sobre a obtenção de mais dinheiro para a sua empresa, trata-se de estabelecer uma relação que funciona bem para todas as partes envolvidas.
Por: Seth Weiss  | Traduzido por: Filipe Costa

Sobre o Autor
Seth Weiss educa, escreve e fala sobre inovação, colaboração e propriedade intelectual. Como advogado e profissional qualificado de Inovação Aberta, Seth tem uma vasta experiência operacional e em consultoria para PMEs. Compreendendo as características únicas e variadas das PMEs, ele projeta programas e estratégias pragmáticas para implementação efetiva da inovação aberta.

Foto: Smart Partnership concept por shutterstock.com

Originalmente postado aqui: Negociar Parcerias Estratégicas de Inovação “Ganha-Ganha …

Jaron Lanier, a “propriedade intelectual” e o parasitismo de seu …

Posted by origy - 05/08/2014 - INPI
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Jaron Lanier, a “propriedade intelectual” e o parasitismo de seu sistema de violência
Aqueles que têm mais de 35 anos aparentemente adoram ouvir que a internet — e os rápidos desenvolvimentos paralelos que ocorreram durante sua existência — foi um erro terrível com problemas gigantescos. É infindável a fila de oportunistas que se organiza para pintar esse espasmo reacionário geracional como voz iluminada da razão.
Dizem que precisamos de elites, que as pessoas que falam sobre injustiças em suas comunidades online já foram longe demais, que os sistemas descentralizados são complicados demais, que Chelsea Manning e os ativistas que se importam com uma internet livre são apenas testas de ferro dos irmãos Koch, etc. Os argumentos são tão absurdos quanto prepotentes. Mas quem se superou mesmo foi Jaron Lanier em uma declaração recente no site Quartz.
Lanier, um engenheiro de software de dreadlocks que ganhou um bocado de dinheiro com a “propriedade intelectual”, agora arrecada dinheiro dizendo para yuppies elitistas que a internet foi uma má ideia. Em seu último artigo ele alega que a solução para a recusa do capitalismo em distribuir a riqueza advinda da automação e para a perda de privacidade que sofremos com plataformas fechadas com o Facebook é — lá vem — a adoção de direitos mais fortes de “propriedade intelectual”.
Além de culpar a perda de privacidade ocasionada pelas ferramentas e leis feitas para defender a propriedade intelectual — além das riquezas absurdas que ela centraliza em ambientes fechados como o Facebook e o Google — na falta de defesa à propriedade intelectual, Lanier também alega que nós descartamos os intermediários da cadeia de informações. Por isso, segundo ele, desapareceram permanentemente os empregos que compunham a maior parte da classe média e, assim, causamos o fracasso da clássica democracia americana.
Mas, francamente, já foi tarde. Tendo crescido em uma família sem teto, eu nunca entendi os apelos emocionados à santidade da classe média. Os horrores da pobreza são certamente mais urgentes. Embora essas lamentações façam sentido se seu objetivo principal for a estabilidade das atrocidades de nossa sociedade existente. Se sua maior prioridade for a manutenção de um grande bloco dopado que tornou os distópicos anos 1950 nos Estados Unidos Possíveis. Se você prefere a estabilidade das relações de poder em vez do alívio do sofrimento daqueles empobrecidos e marginalizados por restrições sistemáticas à liberdade de informação.
A defesa de Lanier do objetivo do sistema de classes do meio do século 20 de garantir que todos tenham empregos de 8 horas por dia ao invés de uma parcela proporcional da riqueza crescente gerada pelo sistema é tão datada e pútrida que é chocante que ele consiga achar uma audiência para ouvi-lo.
A concentração ridiculamente gigantesca de capital é responsável por nossos avanços dramáticos de eficiência não se refletirem em empregos de meio expediente ou em projetos que pagam melhor que trabalhos de tempo integral, porque mantém os lucros exclusivos às elites. A propriedade intelectual e as barreiras sistemáticas ao conhecimento desempenham um papel definitivo na criação de nosso sistema oligárquico. A proposta de Lanier poderia em um mundo não-corrupto garantir uma estabilidade adicional para alguns poucos, mas em qualquer outro mundo jogaria gasolina na fogueira da oligarquia que desola nossa economia.
Todos os seres humanos são intelectualmente criativos de maneiras benéficas a nós, basta que deixemos que tenham o tempo e o espaço para exercerem sua capacidade. Sempre vamos sonhar e descobrir incríveis arranjos conceituais, artísticos e matemáticos. Ao invés de dar o poder a uma pequena elite para perseguir essas paixões em tempo integral por meios escusos, nós devemos defender um mundo de relações de mercado horizontais em que todos recebem o suficiente por menos trabalho, para que possam perseguir suas paixões criativas. E, de qualquer maneira, quem gostaria de viver como “intermediário”, como afirma Lanier? Quem gostaria de viver fazendo trabalho obviamente desnecessário, como parasita em um sistema de violência, censura e vigilância que são aquilo que sustenta a “propriedade intelectual”?
Traduzido para o português por Erick Vasconcelos.

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A Necessidade de um Processo de Desenvolvimento de Novo …

Posted by origy - 02/08/2014 - INPI
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Esta é a terceira parte de uma série de artigos que analisa a necessidade de Inovação e compartilha alguns dos imperativos, exigências para criar e manter o “NOVO” nos negócios ou nas organizações. Este artigo incide sobre o processo de desenvolvimento do novo produto.

Inovação é a chave para a sobrevivência da sua empresa. É um imperativo e deve ser uma parte integrante de sua organização. Inovação – deve ser codificada em seu DNA corporativo. Uma das partes mais importantes em seu processo de inovação é ter um processo de desenvolvimento de novo produto.
O Processo de Desenvolvimento de Novo Produto
Um processo Desenvolvimento de Novos Produtos DNP formalizado é essencial. Apesar de existirem métodos alternativos o tipo mais comum é conhecido como o Processo de Stage-Gate® (Stage-Gate® é uma marca registrada da Product Development Institute Inc.). O processo de inovação Stage-Gate é, de acordo com seus desenvolvedores, “um processo de negócio cuidadosamente desenhado” e o resultado de pesquisa abrangente sobre a compreensão das razões por trás de sucesso e falha do produto (ver www.stage-gate.com para mais informação). O processo foi iniciado por Dr. Robert G. Cooper e é amplamente utilizado e confiável por empresas de todo o mundo.
O processo, em essência, tem dois elementos principais:
O estágio (“stage”) refere-se às atividades críticas que precisam ser realizadas em um determinado estágio de desenvolvimento do produto. Este é um processo entre áreas de negócio e exige a propriedade equilibrada por múltiplas funções. O conteúdo de estágio, na minha experiência, deve ser dividido entre todos as funções de negócio – não é puramente um processo de tecnologia.
O processo de portões (“gating”) envolve propriedade, tomadores de decisão, grau de flexibilidade, critérios e priorização. Isso inclui uma seleção de ideias e conceitos do funil.
Em geral, é importante notar que o processo DNP deve ser uma função entre áreas de negócio. Portanto, todas as funções do negócio devem estar cientes do processo. A comunicação de informações relevantes é essencial. O pessoal-chave deve estar envolvido em revisões de “go/no-go” (ir/não ir) dos portões.
Métricas são essenciais
Quanto às revisões, estas devem ser compartilhadas internamente. Além disso, as métricas são essenciais para demonstrar o progresso e criar/incentivar impulso e entusiasmo interno. O estabelecimento de uma combinação de métricas de entrada (como tempo médio em cada etapa) e métricas de saída, como o valor dos produtos lançados, percentual de vendas de novos produtos e assim por diante, fornece um placar balanceado (“balanced scorecard”) para a Inovação. Além disso, uma versão simplificada ou “expressa” do processo pode ser utilizada para extensões de linha, para acelerar o progresso.

O seu processo dá para o gasto?
Perguntei ao associado e desenvolvedor de novo produto de longa data Jeff DeFazio como determinar se um processo de DNP é lá essas coisas. Ele observa que “se as vendas de novos produtos são menos de 15 por cento do total de vendas, verificar a composição de sua equipe de inovação, revisitar a cultura da sua organização e executar uma auto-auditoria informal que examina o tipo de novos produtos que está em desenvolvimento, a frequência de lançamentos de novos produtos e as percepções externas de sua empresa.”Quanto ao formato para o processo DNP, isso pode ser tão simples como uma planilha ou matriz de Excel ou o mais detalhado dos processos formais;Implementação de Inovação, com até seis estágios, processos simultâneos, decisões “go/no-go” e assim por diante, como uma abordagem direta geralmente inclui:
Geração de ideias e triagem
Desenvolvimento de conceito e análise de negócios
Desenvolvimento de protótipo
Escala/comercialização
Lançamento
Monitoramento e medição
Mas até mesmo os esforços básicos de DNP exigem atualização e redefinição de prioridades mensalmente.
De acordo com DeFazio, “É melhor passar mais tempo à frente na criação do processo de DNP, pois isso resulta em menos tempo e desperdício de energia no futuro.” Normalmente, segundo ele, as equipes de Inovação tentam pegar atalhos e perdem de vista o objetivo essencial da inovação: crescimento rentável.

Criar um processo estruturado e transparente que permite o gerenciamento de grupos de projeto

O objetivo principal do funil de DNP é criar um processo estruturado e transparente que permite o gerenciamento de grupos de projeto, explicou DeFazio. E os elementos-chave incluem a qualidade, competência e capacidade.
Em termos de qualidade, a equipe de inovação se esforça para selecionar projetos que, se bem sucedidos, entregarão o melhor resultado estratégico para os fundos investidos.
Para a competência, o processo ajuda a acompanhar como efetivamente um projeto individual é gerido e permitido a progredir.
Capacidade refere-se à forma como a empresa gerencia e prioriza recursos de apoio a uma carteira de projetos bem geridos (ou “capazes”).
Conforme mencionei em posts anteriores: Falhe rápido, mas falhe barato. A instituição de um processo de DNP adequado vai melhorar a sua metodologia da ideia ao lançamento (“idea-to-launch”). Portões com “dentes” ajudarão na tomada de decisão “go/kill” (ir/matar) e priorização, definir os porteiros e fornecer uma abordagem sistemática ao comportamento de cuidar dos portões.
Além disso, a gestão da carteira será simplificada e flexível o suficiente para alcançar o equilíbrio ideal e mix de produtos. Os critérios de sucesso nos portões serão concretizados, e, idealmente, uma sobreposição financeira ajudará a priorizar projetos para os recursos disponíveis.
A necessidade de uma revisão pós lançamento robusta
Instituição de uma revisão pós lançamento robusta é outro elemento-chave no processo. O estabelecimento de métricas de desempenho mede o quão bem um projeto específico de novo produto resultou. Esta é uma poderosa ajuda para compreender e analisar os resultados e aprender a melhorar projetos futuros (veja a próxima postagem sobre Propriedade). Stage-Gate é uma das muitas formas de processo DNP passo a passo formal para utilizar e aplicar. Outras a considerar incluem PDMA e SETR.
A importância e o efeito positivo de um processo DNP eficaz não pode ser subestimada. Uma grande empresa privada de adesivos e argamassa que opera globalmente adicionou um processo de DNP estruturado e as vendas de Novos Produtos cresceu 6-18 por cento ao longo do tempo.
E a extremidade à frente do processo, do chamado funil? Muitas organizações agora modificam a extremidade dianteira do processo de DNP para aplicar mais oportunidade para a experimentação. Ao mesmo tempo, elas dependem menos de critérios financeiros “go/kill” e mais em critérios estratégicos “go/kill”.
Mais a seguir no meu próximo artigo sobre ideação. Lá, você verá como tiramos nossa “ideia selvagem” de um brilho nos olhos (sonho), durante a fase de descoberta, para o design, em seguida, o desenvolvimento, e, por fim, a entrega.

Dicas de Desenvolvimento de Novo Produto
Lembre-se, “criativo” e “estruturado” não precisam ser conceitos que se excluem mutuamente.
Abrir amplo: Mantenha os funis de ideia bem abertos. Como Dr. Cooper do Stage-Gate aconselha, encontre e preencha os “espaços brancos” do produto – oportunidades de mercado inexploradas.
Afiar os dentes: Certifique-se de que seus postos de controle de decisão “Go/No-Go” têm “dentes”.
Ampliar a Rodovia de Inovação: Faça o sistema enxuto, adaptável, flexível e escalável, para que você possa processar simultaneamente diferentes tipos e níveis de risco de projetos.
Para informações e blogs adicionais veja:

Por: Robert F. Brands | Tradução por: Filipe Costa

Sobre o Autor

Robert F. Brands é Presidente e fundador de Brands & Company, LLC. Com experiência em introduzir innovação para o mercado, criando e melhorando processos e cultura de desenvolvimento de produto, entregou “ao menos um novo produto por ano ao mercado” resultando em crescimento lucrativo e valor ao acionista em dois dígitos.

Robert é o fundador de Innovation Coach.com, ele é palestrante em inovação e autor de “Robert’s Rules of Innovation, a 10-Step Program for Corporate Survival” com Martin Kleinman publicado em Março, 2010 por Wiley. O livro contem ferramentas de avaliação, dicas, capítulos sobre a importância de Propriedade Intelectual e mais. Para mais informação sobre Inspirar & Iniciar ou demais imperativos por favor visite: RobertsRules of Innovation.com.

O restante está aqui: A Necessidade de um Processo de Desenvolvimento de Novo …